
MÁSCARAS
Texto de Fernanda Zau
Outro dia acordei às 07h30min da manhã com um péssimo humor, bufando que nem bicho. As paredes do meu estômago pareciam rachadas por causa da maldita gastrite. Peguei um ônibus e o motorista me disse “bom dia”. Bateu-me uma vontade súbita de mandá-lo para... Mas eu sorri. Não é porque estou com o humor do Zé do Caixão que vou querer que o mundo também esteja, mas eu MENTI. O sorriso foi falso, fiz isso só pra agradar, pra ser educada, gentil, praticar o que meus pais me ensinaram, ser fofa e blá, blá, blá... A mais pura verdade foi que eu reprimi meu “puta que pariu”. Aí eu me pergunto: Por quê? Porque temos que agradar? Porque não podemos ser nós mesmos? Isso me parece um pouco infantil, porém as crianças não reprimem seus sentimentos, serão elas menos sábias do que os adultos? A maturidade muitas vezes é mal interpretada. Às vezes eu queria voltar a ser criança, poder tropeçar e ralar o joelho, correr atrás de quem riu de mim, levar um beliscão da minha mãe e depois tomar um sorvete. Ser o que sou sem julgamentos. O que me incomoda são as máscaras, o “fazer tipo”, criar personagens na vida. Ter que arrastar a imagem de boa moça ou qualquer coisa que é almejada, desejada, que não É de fato. Não estou nem aí pra essa imagem, quero ser boa pessoa, integra, honesta, sincera, responsável pelos meus atos e acima de tudo um ser humano que comete erros e acertos, porém assume todos seus atos e suas conseqüências, mesmo que sejam injustas. Ser eu mesma: IMPURIFICÁVEL!
3 comentários:
Depois de duas décadas de vida e mais alguns quebrados, percebi q odeio subjetivismo...
"Se tem algo pra falar, fale logo, sem rodeios!", "Não quer ouvir, não pergunta".
O subjetivismo é como presente de papai noel, depois que descobrimos a verdade, o preto no branco, as coisas parecem perder um pouco o encanto... porém, existe hora e lugar para ser subjetivo. Muitos levam ele para a vida levantando bandeiras, outros se escondem atrás dele.
É... pensando melhor o "subjetivismo", na maioria das vezes, é uma arma em mãos errada.
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